• SUSSURO

    Tempo de falarmos

    Das noites sem ter paz

    Do feitio que desponta

    E insiste em dizer não

     

    A sorte é termos uma voz

    De calma e de cuidado

    Não vai nascer um mar de dó

    À nossa conta

     

    Nem sempre perdoar é ter razão

    É voltar a um abraço

    Deixar de ser feroz

    Na valsa de um sonho

    Que cai e volta à verdade

     

    A sorte é termos uma voz

    Que teima em chamar

     

    Nem sempre ter razão

    É a melhor saída

    Tende a ser solitário

     

    E uma voz insiste em sussurrar

     

    Vou estar ao teu lado

    E nada faltará